Festas juninas sem tradição e com altos cachês são temas no Plenário

Em 16/06/2026
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O excesso de atrações sertanejas na programação do São João de Pernambuco repercutiu na reunião plenária da Alepe, nesta terça. O deputado João Paulo, do PT, defendeu a soberania cultural nordestina e criticou a descaracterização das festas juninas, alertando para a presença desproporcional do sertanejo e do pop, em detrimento das expressões tradicionais como o forró e o baião. O parlamentar denunciou ainda que contratos milionários com artistas de expressão nacional sacrificam cidades que ainda carecem de saneamento e infraestrutura. Também apontou a disparidade nos cachês custeados pelo poder público, com lendas do forró recebendo menos que outros contratados. Para ele, a situação configura um perigoso apagamento cultural.

Não se trata de um bairrismo, trata-se, antes de tudo, de uma questão de soberania cultural, de qualidade econômica e de responsabilidade com o dinheiro público.

Como solução, João Paulo propôs que legislações sejam feitas no sentido de reservar cotas de 60% a 70% para artistas regionais nos eventos financiados pelo poder público. Ele também destacou a  redução dos índices de pobreza e extrema pobreza em Pernambuco.

Coronel Alberto Feitosa, do PL,  criticou uma declaração do presidente Lula durante reunião realizada na última quarta, em Brasília. Segundo o deputado, é lamentável a afirmação de que pessoas pobres estariam mais propensas a adquirir produtos roubados, pois associa a população vulnerável à prática do crime de receptação. Não é admissível hoje, em pleno século 21, ter uma figura dessa na Presidência da República. Como pode um presidente da República não saber a real situação de que quem mais é roubado é o pobre, o pobre deputado João Paulo do PT que ta nas ruas em cima de uma bicicleta pra ir trabalhar, é o pobre que ta no terminal de ônibus ou na parada de metrô, é o pobre que anda a pé na rua, e é o pobre  que é a maior vítima de roubo e furto de celulares e outros objetos? Isso é uma fala totalmente desencontrada“.

Socorro Pimentel, do PSD, celebrou avanços na área da saúde estadual. De acordo com a parlamentar, a atual gestão já investiu, somente no Hospital da Restauração, mais de R$168 milhões em ampliação, recuperação estrutural e modernização do parque tecnológico. O que estamos vendo não é uma intervenção isolada ou uma medida pontual, é um projeto de reconstrução da saúde pública pernambucana.”

A parlamentar também destacou a inauguração do novo Hospital Nossa Senhora Aparecida, no município de Paulista, e a requalificação dos leitos de UTI do Hospital Nossa Senhora das Graças, conhecido como antigo Hospital Alfa, no Recife.

Izaías Régis, do PSD, também elogiou a gestão de Raquel Lyra e rebateu críticas direcionadas ao governo estadual. Segundo o parlamentar, Pernambuco tem avançado em diversas áreas, com destaque para o desenvolvimento do Agreste Meridional.

Doriel Barros, do PT, registrou a passagem do Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, em 15 de junho. O deputado apontou que as notificações de violência contra idosos em Pernambuco aumentaram quase 600% na última década, e ressaltou a importância de políticas públicas voltadas à melhoria das condições de vida da população idosa, especialmente de pessoas negras e de comunidades rurais e tradicionais.

O envelhecimento não acontece da mesma forma para todo mundo. Quem vive no campo e em comunidades tradicionais enfrenta os impactos das desigualdades raciais e, muitas vezes, encontra dificuldades para acessar serviços públicos, oportunidades e direitos. E cabe ao Estado reconhecer essas diferenças para construir políticas públicas mais justas.

Junior Matuto, do Republicanos, direcionou críticas à Prefeitura de Paulista, na Região Metropolitana do Recife. Segundo o deputado, o município encontra-se em um cenário de “verdadeiro abandono”. Ele denunciou que a cidade está coberta de lixo e  atrasos nos salários de funcionários municipais.

Pastor Júnior Tércio, do PP, defendeu o ensino domiciliar e criticou a interferência estatal na educação dos filhos. Ele expressou indignação com decisões judiciais recentes que criminalizam famílias optantes pela modalidade de ensino. Para ele, a situação expõe o avanço de um totalitarismo estatal que impõe valores distorcidos e afasta as crianças dos costumes familiares. O deputado, embora tenha declarado não ser contra a educação tradicional nas escolas, ressaltou que a escolha é um direito dos pais.

Família não é uma concessão do Estado. O estado trate de mandar no que lhe cabe. Se depender de nós, o direito ao homeschooling será garantido.